Nova Zelândia

Auckland: A cidade das Velas

Há quem diga que Auckland é a cidade mais entediante da Nova Zelândia. “É só mais uma cidade grande!” É verdade que ao ver fotos do país, muita gente se interessa por Hobbiton, Coromandel – onde foi a gravação de As Crônicas de Nárnia – e Queenstown – a cidade das montanhas e bungee jumpings. Mas eu moro em Auckland há mais de um ano e há sim alguns lugares aqui que se ‘salvam’.

Auckland é uma pequena cidade grande de 1,4 milhões de habitantes. É a mais populosa da Nova Zelândia, e tem nove marinas e muitos veleiros. Até 1865, foi considerada a capital do país e muita gente ainda pensa que ela é até hoje — na verdade, é Wellington. É na região de Viaduct Basin que você pode ver alguns dos barcos e se aventurar em passeios turísticos pelas três baías que tornam Auckland o que ela é.

O sol de verão queima. Eu raramente usava protetor solar no Brasil, apesar de ter morado numa cidade insuportavelmente quente. Levei uma queimadura feia no início do verão desse ano por ter me esquecido de passar protetor numa parte inalcançável das minhas costas. O inverno é horrível – chuva, vento, nuvens cinzentas cobrindo o céu a maior parte do dia. Às vezes o sol aparece para dar um oi, mas logo desaparece para iluminar o verão de algum outro país.

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Mas, então, o que é bom em Auckland?

Subir as avenidas íngremes e esbarrar em rostos diferentes – Japão, Coréia, Índia, Nepal, Austrália, e muitos europeus. Ouvir todos esses idiomas misturados e tentar decifrar qual é qual. Às vezes é um alívio para mim, estrangeira, ser apenas mais uma na multidão.

Tomar um mocacchino em uma das muitas cafeterias temáticas espalhadas pelo centro da cidade. Dar abraços grátis em pessoas segurando cartazes com ‘Free Hugs’ escritos em lápis de cor. Dar uma de Audrey Hepburn em ‘A Bonequinha de Luxo’ e passar pelas vitrines da Louis Vuitton, Gucci e Tiffany’s, só para entrar na lojinha salva vidas, a Cotton On, com brusinhas a 20$.

Avistar a Sky Tower de muitos cantos estratégicos da cidade. Observar a mistura de prédios ‘antigos’ com arquitetura moderna. Assistir um balé russo no Aotea Centre. Aliás, ‘Aotearoa’ é Nova Zelândia no idioma maori, o povo nativo do país, e significa ‘Terra da Longa Nuvem Branca’. A comunidade nativa é muito respeitada e a sua história é preservada em obras de arte, peças teatrais, livros, e histórias passadas de geração a geração.

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Auckland é uma pequena metrópole, amada e odiada, que acomoda praticamente toda a diversidade cultural da Nova Zelândia. É rodeada por muita água e paisagens singulares, locais perfeitos para escapar do caos do dia a dia. Os aucklanders são muito simpáticos e a maioria está disposta a jogar conversa fora, mas é você que precisa iniciar o primeiro contato na maioria das vezes.

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Beijos,
Nath.

2 Comments

  1. KARINE

    10 de agosto de 2017 at 06:37

    eu sempre pensei que auckland fosse a capital da NZ! hahahaha amei seu post com as melhores coisas sobre essa cidade. a verdade é que nenhum lugar é perfeito, né? tipo em sp, se a gente for pensar, aqui a gente tem um monte de prédios e correria louca do cotidiano (além de muitos problemas). poderia se resumir a isso, mas não é só ISSO. tem muitas coisas boas, parques lindos pra conhecer, museus legais, avenidas cheias de coisas, eventos culturais, gastronomia (…) e segue a lista. amei as fotos que fez da cidade e todo esse azul, é um lugar que eu gostaria de conhecer 🙂

  2. Stephanie Ferreira

    13 de agosto de 2017 at 09:49

    Eita cidade linda!! Eu amo o litoral, amo cidades com mar <3 E uoou é muita vela MESMO! Deus queria que um dia que consiga visitar por ai!

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