Nova Zelândia

Do outro lado do mundo

Quando cogitei morar fora do Brasil, a Nova Zelândia nem se quer foi a última coisa que passou pela minha cabeça. De verdade, eu não sabia nada desse país. Fica na Europa? Fala inglês? É de comer?

Imagina só: você, do outro lado do planeta, 1 dia na frente do seu país natal, chegando para morar na casa de uma família que você nem conhece, já com saudades da família e amigos, e descobrindo logo de cara que seu inglês só serve para falar Tudo bem?

Brincadeiras a parte (meu inglês estava OK depois de cinco aninhos de curso), eu cheguei na Nova Zelândia no dia 20 de abril de 2016, com várias expectativas sobre minha vida nova. O voo demorou quase 30 horas, entre escalas em São Paulo e no Chile, e enfim meus pés tocaram solo neozelândes.

Auckland

Minha primeira casa!

Morei seis meses em Auckland, cidade mais populosa da Nova Zelândia, e centro econômico do país. De cara reparei nas muitas culturas perambulando pelas avenidas: coreanos, chineses, indianos, europeus. Nós até brincavamos na escola de adivinhar onde os kiwis estão, pois tem tantas nacionalidades diferentes em Auckland que é sorte você encontra um nativo.

Por alguns meses me senti num sonho, como se ainda não estivesse saído do Brasil. Conversava com a minha host mom (mãe-postiça dona da casa que morei por 2 meses) todas as noites, chegava na escola e via tantas caras diferentes, fazia refeições bem diferentes e sempre esbarrava numa paisagem linda. Mesmo assim, não me sentia morando aqui.

É estranho esse sentimento, mas logo você se acostuma. Mesmo que as novidades se tornam rotina, parece que você nunca para de aprender coisas novas. E talvez vai ser assim por um booooom tempo já que vida de estrangeiro é marcada por experiências novas.

Long Bay

Aqui tem belezas naturais a cada esquina e um gostinho de país ainda não desbravado pelo homem, intacto. Cafézinho em todo canto, parques e muito verde, e muitas atividades radicais. Um lugar realmente para você se desconectar um pouco desse mundão gigante em que vivemos.

Já que a Nova Zelândia está sempre no futuro, fica meio difícil interagir com outros países ou se inteirar dos acontecimentos em tempo real. E é por isso que os kiwis enxergam a vida com mais serenidade e simplicidade. Eles também são bem loucos. Gostam de escalar toda montanha pela frente a qualquer hora do dia (sem brincadeira, às vezes eles começam as 5 da manhã) e windsurf todo dia, toda vida.

Euuuuu gostaria que mais lugares ficassem abertos até as 18h, confesso. Ainda mais agora no verão quando o sol se põe as nove da noite e bate aquela vontade de tomar um cafézinho e jogar conversa fora. O inverno também poderia ser um pouco menos chuvoso e durar só três meses, não seis. Mas às vezes a gente só tem que aceitar as coisas já que é impossível mudá-las, né?

Beijos,
Nath.

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