Viagem

Trip Japão: 2 dias em Hiroshima

Hiroshima era um destino obrigatório para mim. Gosto muito de história, especialmente os períodos de guerra, e queria muito conhecer Hiroshima. Passei apenas dois dias e meio lá, mas acredito que foi o suficiente para ver tudo o que eu queria. Hiroshima é uma cidade grande como Osaka e Tokyo, não muito diferente delas na aparência. É claro que no quesito histórico, Hiroshima é mais interessante.

Ilha de Miyajima

Cheguei em Hiroshima lá pelas duas da tarde, bem na hora que o check-in do meu hostel estava em um ‘intervalo’ de duas horas. Deixei minha mala lá e peguei um trem para Miyajima. Eu não sabia da existência dessa ilha e fui descobrir numa pesquisa no google. Ela fica há uns 30 minutos de trem do centro e é preciso pegar um barco — coberto pelo passe de trem, o JR rail — até lá.

Fiquei na ilha até umas seis da tarde, pois não queria voltar muito tarde do hostel. Foi definitivamente um dos melhores locais por onde passei. Esta ilha é famosa por ter um torii laranja gigante. Na hora que eu fui a maré estava baixa e deu para chegar bem perto dele. Logo atrás do torii, fica o templo Itsukushima. Apesar de ter visto milhares de templos em Kyoto, decidi dar uma volta nele e gostei bastante. A arquitetura dele é diferente, talvez por ficar perto da praia.

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Há muitos veados na ilha também e eles são mais amigáveis dos que os de Nara e ficam te pedindo comida toda hora. Andei por entre as lojinhas e restaurantes e comi um espetinho de lula frita — muito bom, por sinal — e um sanduíche de sorvete. Hmm! Fechei o primeiro dia em Hiroshima ali mesmo. 

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Museu Memorial da Paz

Passei o segundo dia na Praça da Paz, onde estão o Museu Memorial da Paz, Cúpula da Bomba Atômica e o Monumento das Crianças. Todos os monumentos ligados a Segunda Guerra Mundial ficam nesta praça enorme, e são fáceis de visitar.Todos os monumentos tem uma placa explicando sua origem e significado.

Comecei pela Cúpula e pelo Monumento, que estão mais próximos da entrada, e terminei no Museu. Um pouco antes da entrada há um monumento rodeado de “caixas” onde são pendurados pássaros de origamis, chamando tsuru. Os japoneses têm o costume de dobrar 1.000 desses pássaros quando querem desejar algo. Eles são muitas vezes deixados em templos. Todas as pessoas são convidadas a deixar seus tsurus ali, mesmo que não sejam mil, e a responder um formulário para dizer de onde são.

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No museu, passei por várias exposições de como era Hiroshima antes da bomba atômica e como foi a destruição. A minha parte favorita foi uma sala com depoimentos em vídeo de sobreviventes contando como foi aquele dia. As histórias são emocionantes e aí nós percebemos como essas guerras são insignificantes e só causam sofrimento. Logo depois, há uma exposição com mais detalhes sobre a guerra e como a bomba atômica funciona e as medidas tomadas pelos japoneses após a guerra. Hiroshima é hoje conhecida por ser a “Cidade da Paz” e muitas organizações fazem o seu papel para transmitir a mensagem que guerra não leva a nada. Não tirei fotos dentro do museu — agora não me lembro se podia ou não, mas provavelmente não.

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Há três sinos da paz espalhados pelo parque, mas este acima é o mais conhecido. Todos os visitantes podem tocar e pedir por um mundo mais pacífico. Eles também são utilizados em cerimônias.

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A Cúpula da Bomba Atômica é o prédio mais próximo do hipocentro da bomba atômica. A sua forma destruída foi ‘conservada’ em memória da destruição causada pela bomba. Ele fica bem na entrada do parque, se você estiver entrando pelo lado oposto ao do museu, e é bem fácil de ser avistado.

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Este monumento é uma homenagem as vítimas coreanas. Ele é conhecido como Memorial Cenotafio, que após uma pesquisa rápida descobre que é uma espécie túmulo em memória de alguém cujo corpo não foi encontrado.

Castelo de Hiroshima

Claro que tinha que ter uma visita a um castelo, né! Eu passei rapidinho por ele e tirei algumas fotos quando cheguei no topo. Uma boa parte do castelo estava em reforma, mas o acesso à ele estava normal. Acredito que o trabalho de conservação e restauração seja extensivo. Vi muitas estruturas antigas que estavam sendo reformadas. E elas nem parecem mais antigas depois de tanto trabalho. Parece que foram construídas ontem. Os japoneses são mesmo caprichosos.

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Acomodação

Fiquei no Hana Hostel, bem próximo a estação de trem e há 30 minutos a pé da Praça da Paz. Também fica bem pertinho de um bar de gyoza — hmm! — e de um distrito comercial com vários shoppings.

E isso completou os meus dois dias em Hiroshima. No dia seguinte, apenas almocei e peguei o trem bala para Kanazawa, uma cidade no interior do Japão. Achei interessante que em Hiroshima muitos cruzamentos são subterrâneos. Demorei anos para encontrar o caminho certo por causa disso! Então, se você um dia for lá pra lembre-se que muitas travessias são feitas por passagens embaixo do cruzamento.

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Beijos,
Nath.

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