Viagem

Trip Japão: 4 dias em Kyoto pt. 2

Um dos locais mais legais de Kyoto é o distrito das Geishas, chamado Gion. É uma das partes mais antigas da cidade, com uma arquitetura bastante diferente do centro, e lar de muitas lojas e restaurantes chiques. Eu vi apenas duas geishas enquanto passeava por Gion. Acontece que não existem tantas geishas quanto existiam no passado.

E não, elas não são as prostitutas japonesas, como às vezes são conhecidas. Elas são artistas. Elas cantam e dançam em jantares organizados por famílias ricas ou empresas. Também tocam instrumentos, preparam jogos e bebem junto com os convidados. É muito difícil agendar um jantar com uma geisha. Além de ser bem caro, conseguir o contato de uma geisha ou de uma casa de chá, onde elas costumam se apresentar, é possível apenas para pessoas selecionadas. Não é apenas questão de dinheiro, mas de status social também. É como se fosse uma ‘sociedade secreta’.

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No dia seguinte, eu andei por praticamente todo o centro de Kyoto. Passei pela Oike-dori, uma avenida que leva ao distrito de compras. Fiquei muito feliz de ter encontrado a H&M e a Forever 21. Essas lojas maravilhosas e baratinhas estão em falta na NZ. Pertinho dessa avenida fica o Castelo Nijo e outros pontos turísticos de Kyoto.

Palácio Imperial de Kyoto

Diferente do Castlo de Osaka, este é bem maior, ocupando praticamente a quadra inteira. Ao redor dele há uma praça com várias árvores, quase como uma mini floresta. Quando eu fui lá, estava chovendo muito e eu não levei guarda-chuva porque o templo não estava tão ruim quando sai do hostel. Acabei tendo que esperar a chuva passar na ‘sala de descanso’ — tem em praticamente todos os castelos/templos — por uma hora. Há visitas guiadas em horários determinados e áudio guias em inglês disponíveis, mas eu preferi dar uma volta por conta própria mesmo.

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Museu Internacional de Mangá

Eu nem sabia da existência deste museu. Dei uma passadinha lá quando o achei no Google Maps. São quatro andares de biblioteca de mangá. Muitos japoneses liam mangás nos bancos e cadeiras espalhados por cada andar. Na escada há estantes com os mangás favoritos, escolhidos pelos leitores, de todos os gêneros: romance, ação, terror, etc… Tem até uma parte logo no começo com uma mini exposição de mangás traduzidos e o Brasil — ou português — tinha sua própria estante!

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Kinkaku-ji e Ryoan-ji

Visitei estes dois templos um atrás do outro. O primeiro é conhecido como “Templo do Pavilhão Dourado” e o segundo é um templo zen com um “jardim” de pedrinhas brancas. O Kinkaku-ji estava em reforma e além do templo, não há muito o que se fazer por lá. Saí correndo para o Ryoan-ji com o meu amigo, que estava para fechar, e conseguimos chegar emcima da hora. Fomos de carro, é claro. O Ryoan-ji é bem pequeno e só tem mesmo o jardim de pedras para ver, mas ainda vale a pena.

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Pequenos templos

Kyoto tem pequenos templos e santuários espalhados pela cidade e às vezes em locais inusitados, como no meio do distrito comercial. Eles são todos bem bonitos e a maioria tem uma placa explicando a história do templo e o seu significado.

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Este último templo é bem interessante. Ele é chamado ‘Templo do Macaco’ — ou algo assim — e as pessoas escrevem seus desejos nesses macaquinhos e amarram seus pés e braços juntos para simbolizar que este desejo está ‘dominado’. De acordo com o budismo, o desejo é a causa de todo o sofrimento do homem e os japoneses acreditam que para fazer um pedido — que seria puro — é necessário se desfazer de um desejo.

Os macacos também têm relação com aquela frase ‘não vejo, não falo, não escuto’. Em inglês eu acho que faz mais sentido porque a tradução literal é ‘não vejo o mal, não falo o mal, não escuto mal’ e é exatamente isso que deixar seus desejos — considerados impuros — singifica.

Acomodação

Kyoto / Japão

Eu fiquei hospedada no  Hostel Wasabi  e eu suuuuper recomendo este lugar por ser limpinho, bem organizado, bonito e ter funcionários ótimos. Ele fica na Kamigyo Ward, mais ou menos 30 minutos de caminhada até o centro da cidade. Como estava muito empenhada nesta viagem, eu fiz praticamente tudo a pé e passei umas boas horas andando.

Beijos,
Nath.

2 Comments

  1. Fran Oliveira

    15 de novembro de 2017 at 03:02

    Esse lugar é muito perfeito, que vontade de conhecer… As fotos são tão encantadoras, que sinto fazer parte delas – até me sinto aí no Japão. <33 Que interessante essa história das geishas. É tudo tão magnifico que nem sei o que comentar, adorei esse Templo do Macaco, deixar o lugar ainda mais bonito e fofo, com esse montão de macaquinhos pendurados. *-*
    Beijos,

  2. Claudia Hi

    15 de novembro de 2017 at 06:29

    A primeira foto em particular ficou linda Nath!

    Esse templo é lindo e só pelas imagens dá uma sensação de paz.
    Muito bonitinho o hostel. Gostei da mistura do tradicional com uma ousadia de cores descolada hehe

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